Logo cedo, entro no vagão e claro que não consigo sentar. Fico em pé bem em frente a duas mulheres sentadas, e é inevitável não ouvir a conversa. A da esquerda está falando que sua filha vai casar e eles vão ter que aumentar o puxadinho no fundo da casa dela. Prefiro nem imaginar o perfil do casal que resolveu juntar os trapos. Quando ela vai prosseguir a conversa, se depara com uma dúvida. Ela queria dizer que havia um problema para iniciarem a obra, mas não sabia como pronunciar a palavra problema.
- Nossa, eu tenho uma dificuldade… Nunca sei se fala ‘poblema’ ou ‘pobrema’.
Até que a outra sabiamente explica para a colega:
- Então, ‘poblema’ é de conta, matemática. ‘Pobrema’ são as coisas da vida mesmo.
Por essa nem o Professor Pasquale esperava!
Postado por: Sartô